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Universitários quilombolas participam de oficina de elaboração de projetos
ISA realiza a I Oficina de Elaboração de Projetos voltada aos estudantes quilombolas. A atividade integra o Projeto Superação da pobreza e valorização cultural: novas perspectivas para os jovens quilombolas no Brasil, financiado pela Ajuda da Igreja da Noruega (AIN). A idéia foi capacitar os participantes a fazer projetos, desde o conteúdo de uma apresentação até a definição de um cronograma físico-orçamentário.
Doze estudantes universitários quilombolas representando as comunidades de Pedro Cubas, Pedro Cubas de Cima, São Pedro, Poça e Ivaporunduva, participaram da oficina de elaboração de projetos na sede do ISA em Eldorado, no Vale do Ribeira, nos dias 31 de maio e 1º de junho. O objetivo principal foi capacitar os estudantes para elaborar projetos tanto para suas atividades acadêmicas quanto para captar recursos para suas comunidades nas áreas de cultura, educação, atividades de geração de renda e meio ambiente, entre outros. O grupo contou ainda com a participação de um estudante apoiado pelo projeto, que se graduou e cursa mestrado na Pontifícia Universidade Católica (PUC).
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| Dinâmica ajuda grupo de estudantes a descontrair |
A atividade faz parte do Projeto Superação da pobreza e valorização cultural: novas perspectivas para os jovens quilombolas no Brasil, financiado desde 2006 pela Ajuda da Igreja da Noruega (AIN) e pretende promover alternativas de desenvolvimento, sustentabilidade sócio-econômica, cultural e educacional com o objetivo de fixá-los em suas comunidades e assim diminuir os riscos de exclusão e marginalização aos quais estão expostos se migrarem para outras regiões. O projeto da AIN insere-se na fase II do Projeto Fortalecimento das Associações Quilombolas do Vale do Ribeira para a Gestão de Projetos e Empreendimentos Comunitários, do ISA, financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.
A metodologia da oficina esteve direcionada à construção de um projeto hipotético, cujo tema, definido pelo grupo, centrou-se na educação quilombola. A partir daí, os estudantes definiram seu objetivo geral dentro do tema, assim como alguns objetivos específicos (veja quadro no final do texto), os quais passam a nortear a elaboração de futuras propostas de atuação, bem como geram reflexões acerca de seu papel como universitários quilombolas. Com este resultado, eles têm em mãos a base para qualquer projeto que queiram empreender, bastando recortar os objetivos específicos a serem submetidos à determinado financiador.
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| Universitários fazem a leitura dos objetivos durante a oficina em Eldorado |
A construção de objetivos foi precedida por um debate sobre os principais desafios a serem enfrentados pelas comunidades quilombolas no tema educação. Como subsídio às reflexões, os estudantes foram incentivados a viajar pelas páginas da “Agenda Socioambiental de Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira”, publicada em março deste ano pelo ISA. A publicação reúne os resultados de um projeto de pesquisa desenvolvido em parceria entre o ISA e 14 comunidades quilombolas do Vale do Ribeira, à luz dos princípios da Agenda-21, estabelecidos durante a Conferência Mundial do Meio Ambinete, no Rio de Janeiro, 1992 (Eco-92). A agenda das comunidades quilombolas é um instrumento político para o encaminhamento de suas demandas, entre elas, algumas referentes à educação, que merecem ser recuperadas.
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ISA, Carolina Born Toffoli e João Paulo Santos Lima.

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