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Comunidades protestam contra adiamento das audiências de Tijuco Alto
No dia 30 de março foi publicado no Diário Oficial da União o edital para o prazo de solicitação de audiências públicas para discutir o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) da Usina Hidrelétrica de Tijuco Alto. A usina hidrelétrica é parte de um projeto de construção de barragens ao longo do rio Ribeira de Iguape, que se destina a gerar energia para a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do grupo Votorantim.
Desde essa data, as populações tradicionais do Vale do Ribeira (SP e PR) – indígenas, caiçaras e quilombolas – vinham se organizando para estar presentes nas quatro audiências públicas referentes a Tijuco Alto, a serem realizadas entre 18 e 21 de maio, nas cidades paranaenses de Cerro Azul e Adrianópolis e em Ribeira e Eldorado, no lado paulista do Vale.
No dia 17 de maio, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) cancelou repentinamente as quatro audiências públicas marcadas, sem comunicar aos interessados qualquer previsão de novas datas. Descontentes com esse adiamento, representantes das comunidades quilombolas do Vale do Ribeira, reunidos em uma das atividades de construção da Agenda Socioambiental Quilombola, manifestaram seu repúdio com relação à atitude do Ibama:
“As comunidades remanescentes de quilombos do Vale do Ribeira consideram um desrespeito a atitude tomada pelo Ibama de desmarcar as audiências públicas sobre Tijuco Alto na última hora, sem justificativa convincente. Não aceitamos que por motivo de greve sejam canceladas as audiências, sem marcar novas datas para a realização destas, porque nós não estamos em greve. Sem as audiências nós não podemos nos manifestar e colocar nosso ponto de vista. Sendo assim, solicitamos com urgência novas datas”.
(Comunidades André Lopes, Sapatu, Nhunguara, Ivaporunduva, São Pedro, Maria Rosa, Porto Velho, Cangume, Pedro Cubas de cima, Pedro Cubas de baixo, Poça, Bombas, Morro Seco e Mandira).

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