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Quilombola participa da definição de áreas e ações prioritárias para a conservação da Mata Atlântica

O Ministério do Meio Ambiente – MMA promoveu entre os dias 21 a 23 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro o Seminário de Atualização das Áreas e Ações Prioritárias para a Conservação, Uso Sustentável e Repartição dos Benefícios da Biodiversidade, na região sudeste. Esse evento faz parte de um conjunto de seminários que estão sendo realizados em diferentes regiões do Brasil para atualizar as informações do governo sobre quais áreas são mais importantes para a conservação da biodiversidade e para orientar as futuras ações do MMA. Estavam presentes pesquisadores, representantes de organizações da sociedade civil e de órgãos governamentais municipais, estaduais e federais. As comunidades quilombolas do Vale do Ribeira foram representadas por Benedito Alves da Silva, mais conhecido por “Ditão”.

Foram constituídos Grupos de Trabalho por estados da região sudeste: São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Dois grupos trataram do Estado de São Paulo: um do interior do estado e o outro que abrangia a região Costeira, Vale do Ribeira, Mantiqueira e Região Metropolitana, do qual participaram o representante das comunidades quilombolas e técnicos do Programa Vale do Ribeira e Programa Mananciais do ISA, entre outras organizações.

Com mapas de 2004 e 2005, fornecidos pelo Ministério do Meio Ambiente, o grupo reviu as áreas que deveriam ser consideradas prioritárias para a conservação, classificou o nível de prioridade e definiu ações que devem ser desenvolvidas pelo governo.

Entre outras áreas, foi incluído o Rio Ribeira de Iguape, iniciando acima da região de Cerro Azul-PR até sua foz, no mar na cidade de Iguape-SP, como área prioritária para a conservação do bioma Mata Atlântica, principalmente por possuir uma rica biodiversidade aquática e por ser limítrofe a várias Unidades de Conservação de Uso Integral como o Parque Estadual Intervales e o de Jacupiranga, além das várias comunidades quilombolas que estão localizadas em suas proximidades. Também foi criado um corredor de biodiversidade, incluindo tanto o leito do rio como significativas áreas com remanescentes de Mata Atlântica, ligando-o à duas outras áreas localizadas no Estado do Paraná, definidas como prioritárias para criação de Unidade de Conservação em um seminário anterior.

Outra conquista foi a inclusão da área onde estão localizadas as comunidades de André Lopes, Batatal, Galvão, Ivaporunduva, Nhunguara, Pedro Cubas I e II, Sapatu, São Pedro e Poça como região prioritária para a conservação por causa do alto grau de preservação da biodiversidade possibilitado pelo uso sustentável que as comunidades fazem dos recursos. A titulação dos territórios quilombolas e incentivos a projetos de manejo e uso sustentável pelas comunidades foram definidos como ações de extrema urgência.

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