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Escola de André Lopes realiza feira cultural quilombola
Nos dias 22, 23 e 24 de novembro aconteceu a 1° Feira do Projeto
Resgate Cultural, na Escola Estadual Maria Antonia Chules Princesa, no
Quilombo André Lopes, encerrando um trabalho de pesquisa de campo dos alunos feito nas comunidades sobre sua história e cultura.
O evento contou com apresentações de danças tradicionais. A dança Mão-Esquerda foi apresentada por um grupo do Quilombo de Nhunguara formado por pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos. A Nhá-Maruca foi apresentada por um grupo do Quilombo de Sapatú, formado principalmente por adultos e idosos. Mulheres de todas as idades, do Quilombo de Ivaporunduva, dançaram a música "Negro Nagô", tradicional expressão da luta dos negros.
Os quilombos de Ivaporunduva, André Lopes e São Pedro fizeram uma apresentação de capoeira acompanhados de berimbau, pandeiro e pulô (tipo de tambor tradicional, feito de madeira). Nhunguara apresentou duas músicas de compositoras da comunidade em homenagem à escola, que foi construída após uma longa luta dos quilombolas por uma educação que levasse em consideração as especificidades culturais
da região. Paralelamente, as 5 salas de aula foram utilizadas para exposições montadas pelos alunos e moradores das comunidades atendidas pela escola:
André Lopes expôs uma maquete da comunidade, cestos feitos artesanalmente de cipó e taquara, tapetes e bolsas de palha de bananeira, pulôs, pilões da primeira metade do século XX, entre outros utensílios e ferramentas da mesma época: enxó, balança, roda para ralar mandioca feita artesanalmente, forno de cobre para torrar farinha de mandioca, tachos de cobre utilizados para fazer melado e ervas medicinais.
Nhunguara levou uma maquete da escola da comunidade, rede feita artesanalmente de palha de milho, tipiti feito de cipó (utilizado para espremer a massa de mandioca) e esteiras de taboa. Serviu paçoca de amendoim socada no pilão e água no pote de barro.
Sapatú apresentou peças artesanais de palha de bananeira como bolsas, tapetes, brincos, etc. Expôs também instrumentos musicais. Ivaporunduva levou uma maquete da comunidade, feita de papelão e uma da igreja feita de pedras. Apresentou bolsas, tapetes e cintos feitos com palha de bananeira. São Pedro expôs comidas típicas: coruja (doce feito à base de farinha de mandioca e assada em folha de bananeira), beiju, cocada, cará de espinho cozido, bolo de roda e bolo de fubá.
Galvão levou peças artesanais produzidas na comunidade com palha de bananeira e garrafas de plástico, principalmente bolsas e tapetes. A feira foi visitada por mais ou menos mil pessoas das comunidades envolvidas, professores e alunos de escolas de Registro, Iporanga e Eldorado e outros interessados.

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